Workaholics do amor

Vocês xovens parecem que adoram se exibir com seus relacionamentos modernos, aliás, seus vários relacionamentos modernos ao mesmo tempo. Deviam mesmo se exibir por ter tempo, disposição e quase sempre eficiência para conseguir controlar essa dinâmica toda, porque dá um trabalho da porra, né?

É claro que existem as pessoas com relacionamentos estáveis, as pessoas “namorandinhas”, as pessoas que casam aos 21 anos, te convidam para o evento da festa e te deixam meio assustada com essa coisa tão adulta enquanto você ainda tá tomando um toddynho e pensando no show que vai daqui a 3 meses. Mas é claro que é muito mais legal refletir sobre o caso das pessoas que têm que lidar com seus peguetes, se esforçando para não perder o grãozinho de relacionamento que existe ali.

Mesmo a palavra “peguete” já indica que o negócio é mais do que indefinido. Não vou entrar em assunto de etimologia da palavrazzzzzzzz, mas pensa, a palavra ficante é um quase gerúndio, dá essa ideia de continuidade. A palavra peguete, por sua vez, não indica nada além de que se trata de alguém que você pega (com que frequência? onde? até que nível de pegada?). Sem falar que peguete é muito próxima de piriguete, vai ver são da mesma família (isso eu tô inventando agora).

Daí que isso de ter-alguém-que-quase-tem-meio-que-um-tipo-de-relacionamento com você não é fácil. Daria para fazer uma série de posts só com dicas sobre isso. Tipo “como lidar com o peguete nas redes sociais (o stalkeamento perfeito, quando é hora de cancelar assinatura do infeliz)”, “como lidar com o peguete na balada (é correto chegar na voadora se alguma biscate dá em cima dele?)”, “como lidar com a pressão dos amigos para que vire namoro quando você sabe que desse mato não sai cachorro”. Daria para escrever sobre tudo isso se alguém soubesse como lidar. Acredito que a maioria dos que são/têm peguetes não faz ideia.

O pior é que eu falo sobre isso como se fosse divertido, sendo que na verdade esse “status” já foi uma grande fonte de dor de cabeça e insatisfação em alguns momentos. Mas ter um peguete e ter que aprender a se relacionar dessa forma, pelo menos para mim, é uma daquelas coisas estranhas que a gente não deveria gostar, mas no fundo tem aquele orgulhinho por estar passando por tais experiências, coisa que as pessoas com relacionamentos sérios nunca souberam ou nem sabem mais como é. Dá trabalho, é verdade. Mas acho que a maioria dos peguetes são workaholics por excelência.

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