Você não precisa ter todas as pessoas da sua vida em todos os lugares da sua vida

Dia desses, minha amiga tava me falando uma coisa que na hora me deixou meio inconformada. Depois eu aceitei melhor e vim aqui hoje escrever sobre isso (porque eu sou assim, na hora que me contam coisas diferentes/ruins/péssimas, eu nunca tenho uma reação boa. Sou terrível de improviso, por favor entendam e colaborem). Ela estava meio que ficando com um menino há algum tempinho, tipo um mês, e não tinha ele no facebook. Só se falavam por whatsapp. Sei lá se eu sou estranha (na verdade tenho certeza que sou), mas, pra mim, você ficar com uma pessoa em 2013 sem ter dado uma olhadinha no perfil dela é inconcebível.

Ainda acho que não dá, eu não conseguiria viver sem toda essa informação. Mas passando umas duas horas que ela tinha me contado isso, consegui absorver melhor o conceito. E mais, consegui até ver isso como uma coisa positiva. Porque, se a gente parar pra pensar, quantos relacionamentos da nossa vida simplesmente não existiriam se a gente tivesse conhecido a pessoa com todas as informações que as redes sociais jogam na nossa cara e que a gente nem sempre gostaria de ver/saber?

E nem só vale para redes sociais. Não tem sempre aquele seu amigo que você ama, mas que é um porra louca e que você teria enforcado o ser se tivesse que fazer algum trabalho de faculdade com ele? Ou aquela sua amiga que você conheceu há um ano e meio e que é um amor, mas que com certeza não estaria no seu grupinho da adolescência porque, nesse período da vida, ela era emo/pirigótica? É assim, nem todas as nossas pessoas mais queridas funcionariam em todos os lugares nos quais a gente está ou pelos quais a gente já passou.

(Posso fazer mais um parágrafo só para dar exemplos disso? Resposta: sim, o blog é meu e está permitido. Eu tenho três amigos que odeiam coisas que eu amo: um amigo que odeia shows, um amigo que acha a Lena Dunham uma porca e uma amiga que acha a Taylor Swift ridícula – por coincidência, a mesma amiga do começo do texto. Óbvio que eu acho que esse povo tem problemas por terem essa opiniões [brinks]. São três pessoas tão amadas que eu nem sei dizer. Mas, se eu soubesse disso no início de cada relacionamento, muito provavelmente olharia diferente para cada um deles. É, eu levo minhas preferências culturais bem a sério, desculpa).

E aí foi isso que eu acabei concluindo, você não precisa ter todas as pessoas queridas da sua vida em todos os lugares e mídias possíveis para observar a atividade e o perfil delas nesses contextos. Às vezes ela é legal na faculdade mas é mala no instagram, fazer o que. Ou é demais no twitter mas pessoalmente é muda. Minha mãe não precisa ter facebook pra eu continuar amando muito ela (a real é que eu nem quero que a minha mãe tenha facebook, mas isso fica entre nós). O peguete da minha amiga não precisa necessariamente adicioná-la pra pegar muito bem, obrigada. E a gente não precisa adicionar todo mundo loucamente em todo lugar pra achar que só assim aquela pessoa vai fazer parte do seu dia a dia. Dica: não vai. Vai se você se esforçar pra manter uma relação legal e com conteúdo com ela (e ela retribuir, claro). E é isso, assim eu termino meu momento de reflexão/auto-ajuda, obrigada.

Drew, vai ver você está fazendo isso errado. Sei lá, só uma ideia.

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