Da série “coisas que não entendo”: falsidade

Uma das frases que eu mais uso é “não sou obrigada”. Porque pensa, quando você é criança, quase tudo o que você faz é porque você é obrigada a fazer. Aí, quando você cresce, você entende que algumas coisas chatas você realmente é obrigada a fazer (por convenção social, por princípios ou porque, se você não fizer, não vai receber *insira aqui qualquer coisa que você poderia ~receber~*) e tem coisas que você só faz se quiser. Ou se for idiota. Porque sério, tem coisas que você só faz se tiver mais idiotice do que neurônios.

Eu acho que falsidade é uma dessas coisas. Ok, pode argumentar que, por exemplo, às vezes é preciso disfarçar a impaciência que você sente pelo seu chefe com aquele sorriso lindo de quem tá amando fazer trabalho de última hora às 19h de uma sexta. Pode até chamar de “falsidade branca” (eu vou achar tosco, mas se você fizer questão..). Mas se a pessoa não exerce nenhuma influência social ou monetária na sua vida, taí uma coisa que eu não consigo entender: por que ser falso quando você não é obrigado? Por que fingir que gosta de alguém se você acha a pessoa tão escrota que só falta fazer um vodu dela? Why, god, why?

Também não sou a santa mais pura da paróquia pra ficar tão chocada assim com demonstrações de falsidade. Acho que ninguém consegue passar a adolescência sem se contaminar pelo menos um pouco com gente que fala mal daqui, gente que puxa saco dali, cê sabe. E é aí que deveria-se perceber que isso é uma cilada, Bino. Que não faz sentido desejar “feliz aniversário, tudo de bom” pra menina que você mete o pau no whatsapp. Que ninguém entende porque você tá falando de passear pelo bairro com a pessoa que até ontem você falava que odiava. Que é até feio você convidar pra uma festa uma pessoa que você tava louca pra ver bem longe. Mas não, é claro que a vida, essa linda, continua jogando na sua cara exemplos incríveis de gente falsa depois dos 20. E dos 30. E tenho a impressão que isso da idade não tem muito a ver, que a falsidade não para não para não para não.

Mais uma vez, eu não sou o pilar da bondade desse mundo e não quero fazer toda uma palestra sobre o quanto vocês deviam parar de ser falsos e começar a espalhar o amor. Mas se tem uma coisa que eu sou é prática. Se o meu santo não bate com o da pessoa, eu não vou perder meu tempo sendo fofinha (até porque não sou mesmo), me fazendo de amiga, comentando nas fotos do instagram. Das duas uma: ou eu vou tratar bem, porém mantendo uma distância segura, ou eu vou ser apenas indiferente. Não sei se é por isso ou por eu ser uma pessoa realmente babaca que ninguém se importa muito, mas o fato é que eu nunca atraí muita gente falsa entre as minhas amizades, graças a Deus. Aí sei lá, vai ver por isso também que eu apenas não entendo o que leva uma pessoa a ser falsa com outra coleguinha. Se você souber, por favor me explique. Não sou obrigada.

Porque tem gente que acha que o daora da vida é ser discípula de Regina George, né.
Boo, you whore.

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