A vida é feita de fases

Não, este não será um post auto-ajuda que você vai ler e vai se sentir leve e bem resolvida(o). Não, também não quis fazer uma referência clichê a “Mulher de Fases” (amo essa música, mas já que é pra falar de Raimundos, acho que prefiro “A Mais Pedida” ou “Me Lambe”). Na verdade eu nem saberia te dizer qual é o objetivo desse post porque, assim como todas as fases pelas quais eu passo, eu nunca sei muito bem como vou sair delas, então também ainda não descobri muito bem como vou me sair com esse texto.

Eu acho que todo mundo passa por diferentes fases na vida, mas nem todo mundo admite. Ou percebe. Quem nunca teve aquele amigo que mudou de escola ou de emprego e ficou super se identificando e se querendo com aquele novo grupo de pessoas e de ideias. Aí passa alguns meses ou alguns anos e ele muda de novo. Às vezes se arrepende do que fez e do que deixou de fazer naquela fase, às vezes já é tarde, ou às vezes é só a vida mesmo que passou, revirou e tá passando de novo.  Ou quem nunca teve aquele momento em que tá tudo ficando tão diferente que tá até difícil raciocinar e enxergar alguma coisa direito. São fases. Entre tantas outras.

Não que eu seja uma especialista no assunto, muito longe disso, longíssimo. Mas deve existir uma série de fases diferentes pelas quais a maioria das pessoas passa. Fase de descobrir, fase de crescer, fase de quebrar a cara, fase de se esforçar, fase de se estabilizar.

Só que não é sempre que dá pra usar a desculpa do “é uma fase” quando você tiver dificuldades com esse lugar legal chamado mundo. Sua mãe provavelmente usou essa desculpa quando você respondeu mal pra ela aos 15 anos ou fez um escândalo pra poder usar salto aos 13. Mas pra você provavelmente não vai pegar muito bem jogar o “é uma fase” quando não quiser sair por medo de ver o cara que te trocou por outra cinco meses atrás. É uma fase? Pode ser. Passar por ela significa que você está vivendo e não apenas dando um rolê inútil. Mas também faz parte da fase mexer sua bundinha pra tentar sair dela.

É claro que esse conceito se destina principalmente a um tipo de fase: a crise. Aquela hora em que você sabe que não tá legal, mas nem sempre sabe como melhorar. Que você quer mudar, às vezes não sabe nem como começar. Daí entra o clichê de que a crise pode ser um ótimo crescimento. Porque pensa, o fundo do poço já tá aí. Você já tá trocando uma ideia com todas as ideias mais lixo que passam pela sua cabecinha perturbada. Pior é difícil de ficar. Então só resta fazer do lema daquela comunidade genial do orkut uma realidade: “meu fundo do poço tem uma mola”. (A ~comu~ “Tá no fundo do poço? Abraça a Samara” também é maravilhosa. Não é o melhor conselho do mundo, mas quis dar esse espaço pra ela aqui, sdds)

Quando eu tinha uns 16, 17 anos, dei entrevista para a Capricho falando sobre as minhas amizades duradouras, que naquela época contavam doze anos. Um dos meus conselhos pra manter esses amigos foi: “Entenda que toda amizade passa por fases”. Já naquela idade eu tinha passado por momentos grudados, momentos separados e estava num momento feliz com meus amigos. Hoje nós já estamos há 17 anos juntos, e de lá pra cá já enfrentamos outras fases. Continuamos enfrentando. Eu, que dava entrevista pra Capricho, já trabalhei no site e hoje escrevo reportagens pra revista. As fases – e as crises –  continuam acontecendo porque a gente continua se modificando.

Falando por mim (mas acreditando que com todo mundo é meio assim), eu confesso que não é sempre que eu sei lidar. E compreender, e reagir, e coordenar e etc. A vida é feita de fases e isso é sempre tenso. Mas né. Saindo mais forte e mais pre-parada de cada uma é o que importa. No início do texto eu não quis usar o clichê do Raimundos, mas agora desculpa, não dá pra fugir do clichê do Raul Seixas: eu prefiro ser essa metamorfose ambulante…

(Esse texto não ficou exatamente do jeito que eu queria, não sei explicar exatamente o porquê. Queria ter colocado mais emoção, queria ter dado mais exemplos reais, queria ter deixado mais complexo/completo. Vai ver não rolou tão bem porque eu pensei em escrever sobre isso há alguns meses, quando vi que uma amiga e um amigo estavam pertencendo tão intensamente a novos grupos de pessoas que parei pra relembrar como os nossos relacionamentos sofrem mudanças (porque nós sofremos mudanças) e a gente tem que aguentar firme se quiser mantê-los. É uma fase. Tá passando. Tá durando. Tô lidando.)

Eu tô nessas há alguns anos já. Mas enfim, é uma fase, Jess (y)

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