Resoluções de ano novo para uma vida amorosa menos zoada

Eu não costumo fazer muitas resoluções de ano novo porque, em geral, as coisas que eu mais desejo nos anos novos não dependem de mim (esse é o momento em que você bate palmas pra minha vida e minhas escolhas).

Ao mesmo tempo, eu amo fazer listas (inclusive terei um site disso muito em breve). Daí, como esse é um blog que eu tenho pra rever e repensar nas coisas que eu vejo e que acontecem por aí, por que não fazer um esforcinho e pensar em algumas resoluções pra ter um 2014 melhor (no meu caso, um 2014 menos errado)?

Falando nisso, uma das coisas mais erradas da minha existência sempre foi a vida amorosa. Não sou dessas super experientes, mas as experiências que eu tive, olha…digamos que é uma vida amorosa que implora por resoluções.

Então tá, vou contar algumas das minhas metas para uma vida de “solteira sim, sozinha talvez não, vai que” melhor neste ano:

(Lembrando que isso é um texto pra você não levar a sério, é pra dar uns risinhos, quando eu amo mesmo eu tô cagando pra tudo isso. E se você é meu ex e tá lendo, desculpa, é pra ser brinks, don’t look back in anger)

– Mais exigência com a foto do Facebook

Você se esforça, passa maquiagem, arruma o cabelo, tira 36364 selfies pra uma ficar boa e virar sua foto de perfil. Aí o lindo tá lá, com foto fazendo careta, foto com óculos espelhado mostrando a língua, foto olhando pra baixo, foto que só mostra o braço tatuado. Nada contra ser engraxadinho e fazer careta pra foto, nada contra óculos espelhado (mentira, acho melhor não, né), nada contra foto olhando pra baixo que deixa seu nariz maior, nada contra seu braço fechado (aliás, esse tava parabéns). Mas sei lá, só uma vez na vida eu queria não precisar dizer para os amigos: “Ah, essa foto tá meio ruim mas pessoalmente ele é melhorzinho”.

– Menos nomes que eu não sei dizer

Eu sou uma pessoa que só tem nomes comuns (Fernanda Rodrigues de Almeida Lopes). Então, em geral, eu acho bonito quem tem nome estranho, acho mesmo. Provavelmente 98% dos meninos com quem eu já fiquei tinham sobrenome diferente (às vezes diferente demais. Às vezes configurava bullying). Mas é um objetivo ter ao meu lado pessoas que eu pelo menos saiba falar o nome. Que eu diga o nome do meu amor pros meus pais e não ouça de volta um “ãhn”? Não vou recusar se o amor atender por dhfvsbds, mas sabe, não é difícil. Um amigo meu tem no celular dele o número de um cara gato e super legal que ele conheceu. Mas o contato do menino tá só com a letra “W” porque até hoje ele não entendeu o nome. É isso que eu quero evitar. Por uma vida amorosa com o mínimo de dignidade.

– Menos é mais. Aliás, você sabe a diferença entre mas/mais, queridinho?

Como jornalista, pessoa que escreve 15 textos por dia para ganhar um salário no fim do mês, eu devo mesmo ser mais chata que o normal com regrinhas de gramática. Mas também já acho que é palhaçada com a minha cara quem fala comigo sem saber diferenciar mas/mais. Sem saber que é ansioso, não ancioso. Autocorretor taí pra isso também, amigos. ~Sedussão~ não vai rolar em 2014 se não souber escrever um pouquinho, obrigada.

– Mais noção pra saber a hora de dar tchau

Nesse ano que se foi, eu ouvi coisas do tipo: “não posta que eu tô aqui pra fulaninha não ver”. “Então, eu gosto de loiras (não teria problema, caso eu não fosse a pessoa mais morena em um raio de 400m)”. Vi gente me cutucando durante semanas e não chamando pra sair. Gente prometendo mundos e fundos e desmarcando 2h antes. Eu poderia culpar esses amores por não serem muito legais comigo. Poderia culpar Deus por jogar esse povo na minha vida. Mas na verdade vou culpar só a mim mesma, por não dar um basta quando precisava e me iludir quando não precisava. Desejo um pouco menos de moleza pro meu coração em 2014, eu acho.

– Mais simpatia, sei lá

É fato que eu não sou uma pessoa simpática. Eu até tento ser, de verdade, mas eu não sou naturalmente carismática, dessas que atrai pessoas ao seu redor. Não que eu queira tomar um banho de feromônio e atrair todos os homens, Deus me livre. Mas acho que poderia ser um pouco mais de boas e ter mais contatos, conhecer mais pessoas. Nem que for pra conseguir mais histórias como as dos parágrafos acima. Essa é uma resolução pra vida social como um todo.

Então é isso, espero manter essas resoluções, espero que entendam que é tudo uma grande brincadeira com fundinho, bem lá no fundo, de verdade. E espero ter um 2014 menos Taylor-Swift-dedo-podre, amém.

Quando toca na balada, fecho o olho e digo “minha música”, confesso

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